Estudo divulgado sobre os malefícios do cigarro eletrônico é questionado

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Malefícios do cigarro eletrônico

Um estudo divulgado no início desta semana falando sobre os malefícios do cigarro eletrônico causou controvérsia, o estudo alega que a nicotina aquecida no vapor do cigarro eletrônico pode causar tipos semelhantes de dano de DNA à fumaça de cigarro e pode colocar vapers com maior risco de ter câncer.

O artigo, liderado por pesquisadores da Universidade de Rochester, em Nova York, recebeu ampla cobertura na mídia e foi adotado pelos opositores. O artigo também foi fortemente criticado por uma instituição de caridade britânica líder em câncer chamada Câncer Research UK, que considera sua conclusão principal como “extremamente enganosa”.

No estudo roedores foram expostos durante doze semanas ao vapor de nicotina equivalente em dose e duração a dez anos para os humanos.

Ao fim do experimento, os cientistas constataram danos no DNA das células de pulmões, bexiga e coração desses animais, assim como uma redução do nível de proteínas de reparação das células nesses órgãos, diferentemente de outros ratos que respiraram ar filtrado durante o mesmo período.

Efeitos adversos similares se observaram em células humanas de pulmão e de bexiga expostas em laboratório à nicotina e a um derivado cancerígeno desta substância (nitrosamina). Estas células aumentaram significativamente as taxas de mutação tumorais.

Estudo não usou seres humanos para tirar suas conclusões sobre os malefícios do cigarro eletrônico

De acordo com Michael Walsh da Câncer Research UK, existem sérios problemas com as conclusões que os pesquisadores extraíram de seus dados. Enquanto seus experimentos reais – realizados em camundongos e culturas de células humanas – são respeitáveis, Walsh diz que os dados coletados simplesmente não suportam suas conclusões.

Por exemplo, o artigo afirma que é possível que a “fumaça do cigarro eletrônico” possa contribuir para o câncer e doenças cardíacas em seres humanos. Walsh diz: “Embora isso seja tecnicamente possível, o estudo não olhou os seres humanos e, portanto, não mostrou nenhum efeito sobre a saúde dos humanos”.

Walsh também criticou o relatório por não realizar uma comparação experimental do vapor do cigarro eletrônico com a fumaça do cigarro tradicional. Esta foi uma grande omissão, uma vez que as conclusões fizeram essa comparação – mas, de acordo com Walsh, sem dados para baseá-la. Ele também apontou que outros estudos não conseguiram encontrar um vínculo entre nicotina e câncer.